Milhões de anos até ~3 300 a.C.
Pré-história: periodização e transformações
Paleolítico, Neolítico e a transição para os metais explicam mudanças técnicas, econômicas e sociais de longa duração.
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A chamada Pré-história costuma designar o longo período entre os primeiros hominídeos e a difusão da escrita. Hoje, o termo é usado com cautela, porque pode sugerir ausência de história em sociedades sem escrita. Ainda assim, ele segue útil como recorte didático para discutir mudanças de longa duração na experiência humana.
No Paleolítico, predominavam caça, pesca, coleta e mobilidade. Nesse contexto avançaram ferramentas líticas, domínio do fogo, práticas simbólicas e diferentes formas de organização social. Também se consolidaram migrações que espalharam populações humanas por vários continentes, em processos complexos e ainda debatidos pela arqueologia.
No Neolítico, a domesticação de plantas e animais ocorreu em múltiplos centros, não em um único ponto do planeta. Agricultura e pecuária estimularam estocagem, cerâmica, novas técnicas, maior densidade populacional e formas de sedentarização — sem eliminar completamente modos de vida móveis.
Com excedentes, comércio e especialização do trabalho, surgiram centros urbanos e administrações mais complexas. Nesse processo, a escrita aparece como instrumento de registro, tributação, poder e organização social, tornando-se um marco convencional da transição para a Antiguidade. A metalurgia (cobre, bronze e ferro) também redefiniu técnicas e a ocupação de territórios.